A+ A-

Pará de Minas e Região


Supermercados se reinventam para sobreviver a tanta pressão

Capa

Se está difícil para as famílias adequar o orçamento aos preços dos alimentos, o mesmo se pode dizer dos supermercados que estão “se virando nos trinta” para amenizar os reajustes ao consumidor final.

Como são essenciais, esses estabelecimentos não fecharam as portas durante a pandemia, mas reforçaram as medidas de segurança sanitária. No entanto, o período está servindo para reinvenção em um mercado de muitas transformações e que tem pressionado para cima preços de produtos básicos, como arroz, carne e leite, dentre outros. 

O desafio está em superar uma série de fatores que têm impacto diretamente no preço final como, por exemplo, a crescente exportação de alimentos para a China, que provoca o desabastecimento do mercado interno e influencia na alta do dólar para a cotação das commodities agrícolas, caso do trigo e da soja. 

Soma-se a isso a mudança nos hábitos de consumo ao longo da pandemia e a necessidade dos estabelecimentos investirem nos equipamentos de prevenção à disseminação da covid-19, como preveem os protocolos sanitários.

Em conversa com o Jornal da Manhã o diretor da rede Panelão Supermercados, Daniel Peixoto, admitiu os obstáculos para o setor, mas disse que está se valendo das alternativas viáveis para superar as dificuldades e oferecer ao cliente boas condições de compras. 

O empresário evitou previsões para o segundo semestre, já que o cenário ainda é de incertezas.

Foto: Germano Santos/Rádio Santa Cruz FM