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Pará de Minas e Região


Diretor da Unimed fala dos desafios de vencer a batalha contra a covid e seu novo olhar sobre a vida

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Restabelecido da covid-19, que quase lhe tirou a vida, o médico neurologista Márcio de Melo Morais já retomou as atividades profissionais, com atendimentos em seu consultório, no centro de Pará de Minas, e reuniões administrativas na Unimed Centro-Oeste, onde é diretor financeiro.

Ele contraiu o coronavírus no intervalo da primeira para a segunda dose da vacina e levou um susto ao perceber o estado gripal. Cinco dias depois perdeu o olfato e confirmou a doença através de um teste.

A partir daí a evolução do vírus no organismo foi rápida. Na semana seguinte, com tosse seca, foi submetido a uma tomografia que constatou 25% do pulmão já tomado pela doença.

Novo exame, feito pouco depois, confirmou que a infecção pulmonar já tinha avançado para 40% e ele recebeu a recomendação de internação, sendo transferido para um dos hospitais da Unimed em Belo Horizonte.

Quatro dias depois foi para o CTI da ala covid e a entubação aconteceu em seguida. Foram dez dias nessa condição, inclusive com a necessidade de uma traqueostomia. 

Três semanas mais tarde, já fora da ala covid e com medo de uma reinfecção porque muitos pacientes com covid-19 estavam chegando, Márcio Morais quis voltar e pediu para ser transferido para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde permaneceu por algumas semanas.

Quando a alta chegou, ele ficou aliviado em poder voltar para casa. A pedido do Jornal da Manhã, o médico concedeu uma entrevista sobre a experiência e os desafios dos quase dois meses de batalha contra a doença.

Foram declarações emocionadas de quem passou a ter um novo olhar sobre a vida. Márcio Morais falou do risco de morte, do momento forte em que comunicou à família que seria entubado e da resignação:

A equipe responsável pelo atendimento ao médico Márcio Morais chegou a acreditar que ele só teria 30% de chances e caso sobrevivesse, possivelmente teria dependência permanente de oxigênio hospitalar:

O conselho para quem ainda não acredita na doença que já matou quase quinhentas mil pessoas no Brasil e milhões em todo o mundo:   

Ao final da entrevista, o agradecimento pelas orações que recebeu:

Além da caminhada diária, o médico cuida da saúde através de boa alimentação e hábitos bastante saudáveis.