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Mundo Esportivo - 20/04/2017    Comentar   Facebook
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Com parecer de Janot, Bruno pode voltar para cadeia na próxima semana

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O goleiro Bruno Fernandes das Dores Silva, solto há dois meses, pode voltar para a cadeia na próxima semana. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer contrário ao habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao jogador, em fevereiro deste ano.

Para o procurador, o fato de Bruno ter ficado mais de seis anos detido sem ter os recursos de sua defesa julgados não configura em prejuízo para ele, já que a primeira parte da detenção foi devido ao cumprimento de prisão preventiva e uma outra parte foi feita a pedido da própria defesa, em recurso de apelação.

Ainda, o procurador explica que a morosidade no processo também recaí sobre a ação da defesa no caso, e que a ilegalidade da prisão se dá quando a demora ocorre por negligência, o que na avaliação dele, não ocorreu.

Também, Janot pontua que não cabe ao STF julgar um pedido indeferido de forma monocrática pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A avaliação da procuradoria chegou ao STF nessa quarta-feira (19) e no mesmo dia o ministro relator, Alexandre de Moraes liberou para julgamento. Sendo assim, na próxima terça-feira (25), a Primeira Turma pode já apreciar o documento, que se for deferido, deve ser cumprido de forma imediata, resguardado o período de notificação do réu.

Bruno possui um contrato de trabalho com o Boa Esporte Clube de dois anos. Caso o habeas corpus dele seja invalidado, ele perde o acordo que possui com o time de Varginha, no Sul do Estado, segundo cláusula já definida.

Desde que voltou a jogar futebol, o time de Bruno ganhou uma partida, nessa quarta-feira (19), por 1 x 0 contra o Tupynambás, de Juiz de Fora, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro.

O atleta foi condenado pela morte da namorada Eliza Samudio, em março de 2013, a 22 anos e 3 meses. Depois de um breve relacionamento com o ex-jogador do Flamengo, a modelo Eliza engravidou. Depois do nascimento do filho, o goleiro se negou a registrar a criança e o casal começou a se desentender. Eliza foi levada até o sítio do atleta na região metropolitana de Belo Horizonte e morta. Até hoje o corpo dela não foi encontrado.

Otempo